Como você existe em sua marca?

Quantas ideias, projetos e criações você deixou de lado por julgar não ser boa o suficiente, atraente suficiente ou por medo de aparecer e ser julgada por isso? Como está a sua marca pessoal?

A Joy B. Criativa é a minha marca pessoal, toda a trajetória e essência que criou a Valentinas e muitas outras ideias. Depois de muitos anos fazendo isso por indicação e alguns projetos específicos, finalmente reagi, botei um cropped e decidi criar um espaço exclusivo para falar sobre criatividade, feminismo e empreendedorismo feminino, mas nada é tão fácil assim!

No processo criativo da marca fiquei muito insegura em relação a identidade, cores e apresentação. Desde o início, eu só conseguia pensar em vermelho e rosa, mas quando comecei a criar o conteúdo e experimentar, me questionei muito. “Será que está muito chamativo”, “muito feminino”, “tudo muito forte demais”, “será que troco por algo mais discreto”.

É engraçado pensar que todos os questionamentos que fiz tinham como questão o fato de chamar a atenção e destacar, nada era sobre estética ou design, até porque não existe relação mais harmoniosa que cores análogas, quando falamos de círculo cromático.

Para mim, é impossível não relacionar tudo isso com o papel da mulher no mundo e no mercado de trabalho. “Seja mais discreta”, “fale baixo”, “não chame muito a atenção”, “não ocupe tanto espaço”, escutamos isso o tempo todo e acabamos reproduzindo na mesma velocidade, então é muito bom quando a intuição e consciência estão ativadas para refletir sobre isso e descobrir que não é bem assim.

Isso é sobre mim ou sobre outro? Isso era tanto sobre o outro, como o mundo vê uma mulher que se coloca de forma clara e segura no mercado, e tão pouco sobre mim, que quando parei por alguns segundos para olhar as fotos que estavam salvas na galeria do meu celular, percebi que essas cores estavam em quase todos os lugares, roupas, flores, objetivos de decoração do meu universo. A identidade da Joy B. Criativa estava refletindo quem a criou com muita autenticidade e por um julgamento eu quase tomei outro caminho.

Sentimentos e julgamentos como este aparecem com muita força quando começamos algum projeto ou negócio, podem até nos paralisar e impedir que eles aconteçam. Estar conectado com a essência nos torna vulneráveis e isso não é ruim, mas pode ser assustador. O importante é não dar meia-volta, mas seguir tentando!

Seja com o vermelho + rosa ou qualquer que seja as questões que você está lidando agora, eu só te digo que é possível e não existe nada mais poderoso que uma ideia que chega ao mundo brilhando em toda a sua autenticidade. Como mulher, exista de forma consciente em tudo o que você cria!

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